País
Exclusivo RTP. Inquérito interno revela casos de assédio sexual na ULS de Coimbra
Há casos de assédio sexual na Unidade Local de Saúde de Coimbra: alguns ocorrem de forma permanente e reiterada no tempo; outros acontecem frequentemente.
A informação foi divulgada num estudo interno da ULS de Coimbra e alguns dos casos estão já identificados. A ULS vai tomar medidas e criou um canal próprio de denúncias.
Há cinco trabalhadores desta Unidade de Saúde Local que dizem ser vítimas de assédio sexual permanente.
"Isso deve ser completamente eliminado", afirmou à RTP o presidente da ULS, Alexandre Lourenço.
Os dados agora divulgados, a que a RTP teve acesso, chegaram através de um estudo interno para a avaliação de riscos psicossociais na organização. O inquérito em questão envolveu mais de três mil trabalhadores, num universo de cerca de dez mil.
Para além dos cinco inquiridos que garantem estar sempre expostos a comportamentos que configuram assédio sexual, dez afirmam ser vítimas frequentemente, 48 às vezes, 146 raramente.
Isto significa que "dois por cento da população trabalhadora esteve de alguma forma exposta" em ambiente de trabalho. De acordo com a diretora do Serviço de Bem-estar e Diversidade, Teresa Espassadim, estes comportamentos podem ser "toques, insinuações, elogios, abordagens que configuram algo mais intimo".
O próximo passo da ULS de Coimbra, depois de detetados estes casos, é apurar responsabilidades. As situações não são todas anónimas, tendo sido também realizadas algumas entrevistas individuais, e sabe-se qual é "o polo de afetação".
Apesar de não detalhar que medidas vai tomar, a organização assegurou que já foi criado um canal para as denúncias.
A ULS de Coimbra é constituída por oito hospitais e 26 centros de saúde.